Boletins Informativos
Nº 009/2003
A MELHOR JÓIA
(Anônimo)
Atravessando um deserto, um viajante inglês viu um árabe muito pensativo sentado ao pé de uma palmeira. A pouca distância repousavam seus cavalos, pesadamente carregados; compreendeu o inglês tratar-se de um mercador de objetos de valor, que is vender suas jóias em alguma cidade próxima.
Como fazia muito tempo que não conversava com ninguém, aproximou-se do pensativo mercador, dizendo-lhe:
- Olá, amigo! O senhor parece muito preocupado. Posso acaso ajudá-lo em alguma coisa?
- Ai! Respondeu o árabe com tristeza. – Estou muito aflito porque acabo de perder a mais preciosa das jóias.
- Bolas! Replica o outro. – A perda de uma jóia não deve significar grande coisa para o senhor, que leva tesouros sobre seus cavalos. Ser-lhe-á facílimo reavê-la.
-Reavê-la! Reavê-la! – exclama o árabe – bem se vê que o senhor não conhece o valor da minha perda.
- Afinal, que jóia era? – pergunta o viajante.
- Uma jóia – respondeu seu interlocutor – como outra não fora feita na oficina do Tempo. Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, ao redor dos quais se agrupavam sessenta menores. Vê o senhor que tenho razão em dizer que jóia igual jamais se poderá reproduzir.
- A minha fé – diz o inglês – a sua jóia era preciosa. Mas não acha que com muito dinheiro se possa fazer outra análoga?
- A jóia perdida, reponde o árabe, era um DIA, e um DIA que se perde nunca mais se recupera.
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