Boletins Informativos
Nº
005/2003
MAUS TEMPOS
(Anônimo)
Não estás cansado de ouvir esta eterna cantilena de “os maus tempos”, hoje e ontem, há dez, vinte , cinqüenta anos?
Não é verdade que há pessoas para quem é permanente esta suposta situação de mal-estar do país, nos negócios em geral e nos seus em particular?
“Os maus tempos” é uma frase gravada nos lábios de todos os fracassados, os ineptos e os pusilânimes; supremo recurso dos que não têm fé em suas convicções, nem ânimo para lutar, e que, de antemão, estão vencidos.
Esses são os que gemem constantemente, e de quem ouvimos estas lamentações: - “Não se pode viver. Os negócios, tal como estão as coisas, é impossível. Estamos atravessando uma época muito ruim”.
Um industrial, que, por sua energia, sua atividade e perseverança, soube, com suas próprias forças abrir caminho e alcançar uma situação invejável nas indústrias, conta, com freqüência e de modo singular que, se tivesse acreditado nessa lenda de “maus tempos”, nunca teria saído da obscuridade e da miséria.
Quando veio de sua aldeia, próximo de Madri, quando ainda era rapaz, no ano 98, entrou em uma alfaiataria como aprendiz, e a primeira coisa que ouviu dos que iam ser seus companheiros, foram estas palavras: - “ Rapaz! Como te atreves a vir para Madri? Os bons tempos já se passaram”!
Quinze anos mais tarde, demonstrando com os efeitos, o engano daqueles presságios, e tendo algumas economias, pensou em estabelecer-se. Não faltaram amigos e camaradas que lhe disseram o mesmo: - “Como tens coragem de te estabelecer com tão maus tempos”?
Passados alguns anos, já estabelecido e consolidado com o negócio, não sem sacrifícios, trabalho e privações, decidindo casar-se, continuou a ouvir a mesma coisa de dantes: - “Que audácia! Casar-se numa época destas”!
E sempre tem sido o mesmo, no ano de 98, como agora.
Os que não servem para coisa alguma, os pessimistas, os inúteis tratam de desculpar sua própria inaptidão com o recurso dos “maus tempos”. A verdade é que não há “maus tempos”, nem “bons tempos”. Estes são o que nós queremos que eles sejam. De nós depende, na maioria das vezes, que os tempos sejam “bons” ou “maus”.
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