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O Valor "ESSENCIAL"
(*Hérika Regiane Deziderio)
Muitos de vocês já devem conhecer a frase: "O essencial é invisível aos olhos". Trata-se de uma das citações mais reflexivas do livro "O Pequeno Príncipe" de Saint Exupery. Este, conta a estória de um delicado, sensível e maravilhoso menino que mora em uma estrela. Sem nada, nem ninguém, passa o tempo cuidando de dois vulcões e uma árvore baobá. Como o planeta é bastante pequeno, consegue ver até 44 pores-do-sol por dia e, valoriza a beleza única e espetacular de cada um deles. Certo dia, aparece uma sementinha. Ele a acompanha atentamente enquanto floresce e transforma-se em uma linda e vaidosa rosa que exige muitos cuidados, levando-o à loucura. Então, o menino decide sair em busca de novas descobertas sobre a vida e as pessoas.
Em uma das passagens do livro, encontra milhares de rosas tão belas quanto a sua, porém descobre que sua rosa é singular, especial e insubstituível, porquê a ELA, protegia com uma cúpula de vidro, porque a ELA regava, porquê escutava suas queixas e seu silêncio, porque ELA era a sua rosa.
Qualquer pessoa que passasse diante das milhares de rosas, poderia dizer: "Puxa, são iguais a do Pequeno Príncipe". Será? A resposta, o próprio garoto faz questão de nos dizer: "NÃO". E sabe por quê?? Porque, segundo uma raposa que o pedira para domesticá-la e tornara-se sua amiga, "o essencial é invisível aos olhos". O que diferenciava a rosa do pequeno príncipe das demais, encontrava-se muito além do que os nossos sentidos poderiam captar.
Foi então que, de uma forma lúdica e quase mágica, comecei a imaginar tudo aquilo que escapa aos nossos olhos. Cumprimos uma rotina diária, mas, quantas vezes paramos para observar o pôr-do-sol e, olhe, isso acontece APENAS uma vez ao dia. E quanto a nossa resistência em buscar novas experiências, investir em diferentes conhecimentos? Muitas vezes, como o pequeno príncipe, gostaríamos de deixar o nosso "planetinha" mas, não o fazemos por medo do novo ou por pura comodidade. Quantas vezes não deixamos o essencial escapar, por olharmos somente o lado exterior e superficial da vida e dos homens. Sem contar a nossa excessiva preocupação com títulos e rótulos que de nada adiantam se não tivermos bem clara a essência de quem os possui. Isso envolve, o lado "Humano" de cada um de nós: gerentes, funcionários, subordinados, alunos, professores, etc.
Se você percebe que o caminho pelo qual está seguindo não o leva aos resultados esperados e, ainda assim resiste em fazer as coisas de um modo diferente; pense que se fizer o que sempre fez, vai conseguir o que sempre conseguiu, portanto, o primeiro passo para mudar aquilo que o incomoda é agir de forma inovadora.
Buda dizia que há três tipos de seres humanos: Os que estão adormecidos e não sabem, os que sabem que estão adormecidos e estão procurando acordar e os que já acordaram. Já parou para refletir em qual desses estágios você se encontra?
Procure reavaliar sua forma de perceber o mundo e as pessoas, tendo em mente que o essencial pode estar invisível aos seus olhos. Como o nosso encantador "Pequeno Príncipe", procure livrar-se dos entraves que o fazem apenas "olhar" e não "enxergar", de fato. Para começar, que tal reservar alguns minutos para observar o pôr-do-sol? Difícil? Então faça disso um prazeroso compromisso: anote em sua agenda e faça uma observação com a palavra IMPORTANTE em destaque.
Ao despedir-se da raposa, o nosso personagem seguiu sua viagem repetindo a frase: "É só com o coração que se pode ver direito...". Descubra a sua nova maneira de observar tudo aquilo que é essencial e que, durante muito tempo, esteve fora de seu alcance.
*Herika Regiane Deziderio – É Psicóloga, Psicoterapeuta e Palestrante. Com significativa experiência em diversos segmentos da Psicologia. Trabalhou em consultorias de RH nas áreas de recrutamento, seleção, treinamento, desenvolvimento, aconselhamento de carreira e orientação profissional. Atualmente, realiza atendimentos clínicos, cursos, consultoria pessoal e organizacional.
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