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Artigos - Parceiros & Colaboradores

Pressão e Opressão – O Que Mudou no Dia-a-Dia das Empresas
(*Gisela Kassoy)

Qual a diferença entre pressão e opressão? Parece a mesma coisa, mas não é. Chamemos de opressão o desrespeito a uma pessoa, a vontade de diminuí-la, seja por disputa de poder, maldade ou simplesmente pela falta de outros modelos de comportamento. Como exemplos de opressão temos o assédio moral e sexual, as puxadas de tapete, as intrigas.

Chamemos de pressão a busca desenfreada por resultados, a falta de tempo, os desafios que a concorrência provoca e todas as agruras da pós-modernidade.

Felizmente, já não se fazem mais chefes como os de antigamente. Oprimir não pega bem, não contribui para a carreira de ninguém, não traz resultados para a empresa.

Infelizmente as pressões de nossos tempos são cada vez maiores. Assim, podemos dizer que sofremos de uma forma diferente, mas continuamos sofrendo...

E quais são as diferenças do ponto de vista dos resultados? A opressão sempre foi um forte aliado da manutenção do poder vigente. Ao minar a auto-estima dos indivíduos, a opressão dificulta o surgimento de novas alternativas, não há espaço para a divergência. Um indivíduo oprimido pode até cumprir tarefas braçais ou burocráticas, mas não trará inovações à empresa.

A pressão, por sua vez, até um determinado ponto, pode ser produtiva: não são poucos os exemplos de soluções inesperadas, criadas justamente em função da pressão - como o caso de intervenções cirúrgicas emergenciais realizadas com talheres - ou até de invenções, como as que sugiram durante as guerras.

Há pessoas que, consciente ou inconscientemente, geram formas de se pressionarem para trabalhar melhor. Pensemos por exemplo, nos que deixam suas principais tarefas para a última hora. Há os que adiam seus deveres para ter uma boa desculpa para si ou para os outros casos eles não se saiam assim tão bem. Mas há também as pessoas que genuinamente só conseguem fazer as coisas na última hora. E fazem-nas bem, pois a pressão do tempo atua a seu favor.

E as metas, para que servem? Não são elas instrumentos de pressão? Contribuem ou não para a produtividade? Acredito que as metas contribuem pouco quando são de fácil realização. Quando muito difíceis, podem se tornar opressoras, e o tiro sai pela culatra. Mas são perfeitas quando possuem aquela dose de desafio que alimenta a autoconfiança antes e a auto-estima depois.

E como pressionar sem oprimir? Como absorver as pressões do dia-a-dia de forma prazerosa e desafiadora? Como transformar pressão em motivação? Se a opressão tem um percurso linear e que, na medida em que aumenta, diminui a pessoa e sua produtividade, a pressão mereceria um gráfico na forma de sino, no qual a produtividade e o prazer chegariam até um determinado patamar para depois iniciar uma curva descendente.

A questão principal é que as pessoas são diferentes entre si. Isto significa que cada um tem o seu limite. Tipos de pressões também afetam de formas diferentes: alguns suportam bem a pressão do tempo, mas se intimidam quando, por exemplo, são pressionados a sair de suas zonas de conforto.

Quanto mais conhecermos nossa forma e a forma de nossos colegas de administrar a pressão, mais preparados estaremos para lidar com ela. E se, ao menos, respeitarmos aos demais e nós mesmos, já estaremos fazendo muito pela nossa produtividade e felicidade no trabalho.

*Gisela Kassoy – É especialista em Criatividade e Inovação, realiza trabalhos de Consultoria, Seminários, Palestras e atua como Facilitadora de Equipes de Geração de Idéias. Com especialização em Metodologia do Ensino da Criatividade na Creative Education Foundation da Universidade de Nova York em Buffalo. Possui formação em Dinâmica de Grupos na PUC/SP e na Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos e em Gestão da Inovação na FGV/SP.

Acesse: www.giselakassoy.com.br -
Suporte à Inovação Contínua - Tel: (0xx11) 3885-0441 -
Contato: gisela@giselakassoy.com.br


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